terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Existência da filosofia africana ou não filosofia africana!

Existência filosofia africana ou filosofia africana.

2. Objectivos
2.1. Objectivo Geral

·         Demostrar a existência da filosofia africana.

2.2. Objectivos específicos

·          Fazer uma análise da filosofia bantu.
·         Fundamentar a o pensamento africano ou filosofia africana
·         Analisar a realidade e demonstrar o legado roubado, isto é, filosofia egípcia.
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1. Introdução
            É óbvio que existe filosofia africana, ou seja, o africano apresenta um pensamento sistemático e organizado. Apesar de existir certos críticos que não acceita ou dúvida a filosofia africana, alegando que o mesmo não existe. Pois,  a filosofia não tem só caracteristicas eurocentrica, mais também possue aspectos afrocentriticas.
            Desde do Temples buscou-se uma identidade ou afirmação da filosofia africana, apesar houveram muitas mentes preconceituosas, que não aceitaram o pensamento dos africanos como um pensamento racional, por exemplo, Hegel através da sua dialética trialógica colocava os africanos no estágio de infantilidade, cujo o seu desenvolvimento está estagnado. Também Levy-Bhrul na sua mente, os africanos são povo pré-lógica. Perante tudo isto o povo Bantu estava bem longe de ser considerada como Ser pensante.
            Assim sendo, surge algumas inquietações de forma muito explicitas: o que é filosofia? Quando que se considera o pensamento é filósofico ? existe pensamento ou filosofia africana?
Porquê a insistência da filosofia africana?
            Nas bases destas questões iremos desenvolver o nosso temas, referindo a dualidade entre a filosfica ocidental e filosofia africana. Isto analisando paulatinamente o pensamntos dos pensadores africanos e sua influência na afirmação da filosofia africana.

2. O que é filosofia?

A procura contínua do significa,  da essência, da natureza filosofia, ou seja, a pergunta o que é filosofia? A sua responda interessa ao homem, pois é muito dificil ouvir perguntas ou que é geografia? o que é matemática ou fisica? Mas muitas vezes a sua resposta (da filosofia), costuma ser dada duma forma muito ironica, absurda e sem fundamentos, por exemplo: “A Filosofia é uma ciência com a qual e sem a qual o mundo permanece tal e qual”. Ou seja, a Filosofia não serve para nada. Por isso, se costuma chamar de “filósofo” alguém sempre distraído, com a cabeça no mundo da lua, pensando e dizendo coisas que ninguém entende e que são perfeitamente inúteis.
A existencia da pergunta tem uma razão ser. Apesar de nossa sociedade de dar interesse no aquilo tem finalidade objectivos práticos e visiveis, como as biologia, matemática, a fisica, etc. “Por isso, ninguém pergunta para que as ciências, pois todo mundo imagina ver a utilidade das ciências nos produtos da técnica, isto é, na aplicação científica à realidade”[1].

O termo filosofia deriva do grego phílos que vai significar "amigo" ou "amante" e sophía que também sifignifica "conhecimento" ou "saber", assim sendo, a filosofia terá muitas e tantas definições quantas são as correntes filosóficas. Por exemplo,  Aristóteles definiu a filosofia como a totalidade do saber possível que não tenha de abranger todos os objetos tomados em particular; os estóicos, como uma norma para a ação; Descartes, como o saber que averigua os princípios de todas as ciências; Locke, como uma reflexão crítica sobre a experiência; os positivistas, como um compêndio geral dos resultados da ciência, o que tornaria o filósofo um especialista em idéias gerais. Já se propuseram outras definições mais irreverentes e menos taxativas. Por exemplo, a do britânico Samuel Alexander, para quem a filosofia se ocupa "daqueles temas que a ninguém, a não ser a um filósofo, ocorreria estudar.
Marilena Chaui, dá algumas  definições de filosofia, onde ela (filosofia) é definida como visão do mundo de um povo, de uma cultura ou mesmo duma civilização, isto é, a “filosofia corresponde, de modo vago e geral, ao conjunto de idéias, valores e práticas pelos quais uma sociedade apreende e compreende o mundo e a si mesma, definindo para si o tempo e o espaço, o sagrado e o profano, o bom e o mau, o justo e o injusto, o belo e o feio, o verdadeiro e o falso, o possível e o impossível, o contingente e o necessário”[2]. E ainda define a como sabedoria de vida, em que é relacionada com ação de algumas pessoas que pensam
“Para Hountodji a filosofia é um conjunto de textos e de discursos explicitos, literatura de intenção filosófica. Esta definição é contestável , pois a intenção não faz filosofia.”[3]




3. Filosofia Africana

É “inegavel a expectativa do conhecimento do africano (…), não se trata de colocar perguntas se o africano é um ser pensante ou tornar às categorias filosóficas e literaturas que outrora domiram o as mentes preconceittuosas do ocidente”[4]. Desde modo o ocidente não via ou mesmo vê com bons olhos a filosofia africana, pois, Hegel  coloca o pensamento africano no estágio de infantilidade, também Levy-Bhru classifica o povo africano como pré-logico e estático.
Mais com Placide Tempels, o pensamento africano começa ser divulgado com uma certa claridade, apesar de receber muita preconceituasidade pela parte do ocidente. Assim sendo, é erroneo pensar que ou dizer a priori que os africanos não têm idéias sobre as coisas, eles não têm ontologia. Placide ainda acrescenta, que a “etnologia, a lingüística, a psicanálise, a ciência do direito, sociologia e estudos religiosos não podem fornecer conclusões definitivas, após a filosofia e a ontologia do primitivo foram totalmente estudados e descritos. De fato, se os primitivos têm uma visão particular de ser e do universo, a "ontologia" vontade própria a um caractere especial, a cor local, suas crenças e práticas religiosas, seus costumes ao seu direito , suas instituições e costumes, suas reações psicológicas e, mais genericamente a qualquer comportamento.
O pensamento africano é também sistemático, reflexivo e ingador, pois através da linguagem, da religião, dos provébios sobresai o pensar do africano. Se a filosofia é definido como pensamento sistenático, reflexivo e que cria mecanismo para o bem estar, o pensamento africano não esta isanta destes pressupostos. É dai que surge a etnofilosofia, que busca clarificar o pensamento do povo primitivo, arcaicos ou tradicionais.
“A afirmação da existência da filosofia africana encontra uma elaboração sistemática”[5], pois o simples facto de afirmar que o africano é um homen, logicamente é racional e sendo racional ele possue um pensamento sistemático e possuindo este princípio de racionalidade, o seu pensamento também é racional. No agir e no pensar do africano existe uma filosofia. Desde modo, aquilo que africano produz é a filosofia. Pois para Mbiti a compreensão é uma filosofia, e africano possue esta compreensão da vida, da natureza e das coisas lhe que circunda.
Na formação da civilização grega que deu origem a filosofia, as cultutras africanas deram grande contributo para sua formação. “...os textos disponíveis sobre o antigo Egipto permitem afirmar a existência de uma autêntica filosofia que floresceu nas margens do Nilo”[6]. Desde modo o Egipto abriu caminhos para surgimento da filosofia, os antigos gregos roubaram (legado roubado, 1945 de George G. M. James) suas principais realizações culturais dos egípcios negros, a filosofia grega e as religiões misteriosas da Grécia e de Roma foram roubadas do Egipto. Pois, para George James, os gregos antigos não tinham a habilidade inata para desenvolver a filosofia.
Um dos grandes pensadores moçambicano, Castiano, faz uma crítica aos critica, ou os que dizem a não existência da filosofia africana, pois para ele, “a filosofia dos críticos parece ser uma filosofia envergonhada”[7]. Pois, eles recusam os textos orais, e esqueceram que “à boa maneira platónica que, graças a isso, conseguimos saber o que Sócrates andava a apregoar pelos mercados de Atenas”[8]. Para Anta Diop a origem da filosofia deve ser procurada em África, especial na civilização egípcia, ou seja, o lugar que a Grécia ocupa na história do pensamento científico filosófico, deveria ser ocupado pelo Egipto antigo. “O que a Grécia explorou mais do Egipto foi porém o campo de ideias, particularmente o das ideias filosóficas. Começa-se, por exemplo, pelos nomes dos deuses gregos que foram emprestados do Egipto, seguindo-se também os conceitos, as conexões entre os conceitos e até ambiente”[9].
            Castiano na sua obra referenciais da filosofia africana, salienta que é preciso desmitificar por exemplo, o mito de que Grécia é o berço do saber universal mostrando como muitos gregos tiveram ímpeto de viajar para o Egipto porque consideravam, naquela altura, este território como a fonte do saber e do conhecimento.
            Se nós falamos dum pensamento racional dos antigos egípcios, concluímos que sempre existiram os pensadores africanos com um certo nível de desenvolvimento reflexivo como o logos helénico, isto em diversos campos de saber e de ser. 

3. Conclusão

A existência da filosofia africana é dado bem adquerido, não há dúvidas da afirmação do povo africano como um posso que possue um pensamento bem sistematizado e desenvolvido, onde o nivel e intelectual e discursivo é bastante elevado.
A filosofia africana tem os mesmo estatutos epistemológicos tal como da filosofia helenica, já referia Ferrreira na sua análise sobre o pensamento do africano. A filosofia africana de ser vista como as outras filosofias, isto é, do filosfia ocidental.
O pensamento africano tem uma referência subjectiva e objectiva, pois é preciso desmitizar que africa não possue filosofia ou negação da filosofia africana. E este é o tempo de colocar as ideias africanas no centro de qualquer análise que envolve a cultura e o comportamento africano, (afrocentrismo).
A filosofia africana apresenta caracteristicas bem explícita e analítica, desde modo é erroneo considera-la como pré-lógica, sem fundamento ou sem referências, no agir ou na acção do africano existe bem patente o aspecto da filosfia
Devemos lutar para validação da oralidade, pois este marco é muito relevante na filosofia africana, pois existe grandes conhecimento no na filosofia helenica, que fora passado através da oralidade.

5. Bibliografia

CASTIANO, José P. .(2010) Referenciais da filosofia africana: em busca da intersubjectivação. Ed. Ndjira, 1a ed. Maputo.
 CHAUI, Marilena.(2005). Convite à Filosofia. Ed. Ática, São Paulo.
FERREIRA, Alberto João. Texto de apoio, História do pensamento africano moderno.
SEVERINO, Elias Ngoenha. (1993). Das independências às liberdades, Ed. Paulistas, Maputo.







[1] CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. Ed. Ática, São Paulo, 2005, p. 15.
[2] Ibidem, p. 16.
[3] SEVERINO, Elias Ngoenha. Das independências às liberdades, Ed. Paulistas, Maputo, 1993, p. 102.
[4] FERREIRA, Alberto João. Texto de apoio, História do pensamento africano moderno, p. 2.
[5] Ibidem, p. 40.
[6] SEVERINO, Elias Ngoenha. Das independências às liberdades, Ed. Paulistas, Maputo, 1993, p. 101.
[7] CASTIANO, José P. Referenciais da filosofia africana: em busca da intersubjectivação. Ed. Ndjira, 1a ed. Maputo, 2010, p.117.
[8] Ibidem
[9] CASTIANO, José P. Referenciais da filosofia africana: em busca da intersubjectivação. Ed. Ndjira, 1a ed. Maputo, 2010, p.141.

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